Este post também é editado no blog Folhas Pautadas de que obviamente se recomenda a visita para muitas outras sugestões de música Erudita (utilizamos aqui esta expressão em deferência à escolha dos restantes autores do citado blog).
Começamos estas sugestões pelo Algarve onde a Orquestra do Algarve acompanhada ao violino por Nuno Meira e dirigida por Laurent Wagner estará na Igreja Matriz de Estói Sábado dia 21 de Fevereiro interpretando obras de Haydn, Beethoven e Schubert .
Passando rapidamente para a cidade de Lisboa teremos na Basílica da Estrela o Ensemble Joanna Musica num concerto intitulado "Música para a Princesa Sta. Joana de Aveiro". O Ensemble será dirigido por Mário Marques Trilha. Será hoje Sexta às 21:30. Este grupo é constituído por 10 jovens cantores do curso superior de canto (graduação e mestrado) do departamento de música da Universidade de Aveiro
Continuando em Lisboa e no CCB teremos um concerto intitulado "Quatro Efemérides, Quatro Estilos, Quatro Linguagens" com a Orquestra Metropolitana de Lisboa sobre a direcção de Christopher Hogwood. Será no Domingo às 17h sendo intepretadas obras de Handel "Concerto em Ré maior", Joseph Haydn "Sinfonia n.º 70", Bohuslav Martinu "Suite do bailado La Revue de Cuisine" e finalmente Felix Mendelssohn - "Sinfonia n.º 3, Escocesa"
Ainda no CCB e também no Domingo mas logo pela manhã (óptimo para os "madrugadores") teremos às 11h integrado no ciclo "Concertos à Conversa" o "Trio com Piano e Quarteto de Cordas" que interpretarão obras de Haydn e Mendelssohn. O concerto será comentado por Paulo Ferreira de Castro.
Na invicta cidade do Porto temos esta semana duas recomendações para o Clube Literário do Porto. Uma para esta Sexta-Feira com Pedro Telles e Miguel Oliveira num Recital de Canto e Piano e uma outra para Sábado também às 23h e também para um recital de Canto e Piano mas agora com Sandra Botelho e Alberto Mendonça.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Monteverdi - Ariana
Continuando a cumprir as promessas hoje vamos oferecer-vos a tradução da única ária existente , agora na sua letra completa. Podem ouvir aqui este tema interpretado por Kathleen Ferrier.
Lasciatemi morire!
E chi volete voi che mi conforte
in così dura sorte,
in così gran martire?
Lasciatemi morire!
Deixai-me morrer!
O que quereis que me console
numa sorte assim tão cruel,
Em tão grande martírio?
Deixai-me morrer!
O Teseo, o Teseo mio,
sì che mio ti vo’ dir,
chè mio pur sei,
benché t’involi, ahi crudo!
a gli occhi miei.
Oh Teseo, oh Teseo meu
Ainda te quero chamar meu,
oh cruel,
ainda que fujas dos meus olhos
Volgiti, Teseo mio,
volgiti, Teseo, o Dio!
Volgiti indietro a rimirar colei
che lasciato ha per te
la patria e il regno,
e’n queste arene ancora,
cibo di fere dispietate e crude,
lascierà l’ossa ignude.
Volta Teseo
Volta Teseo, oh Deus meu,
Volta para dentro para veres
quem por ti traiu os seus
a pátria e o Reino
e que deixará apenas os seus ossos
como repasto de animais selvagens
O Teseo, o Teseo mio,
se tu sapessi, o Dio!
Se tu sapessi, ohimè!, come s’affanna
la povera Arianna,
forsi forsi pentito
rivolgeresti ancor la prora al lito.
Ma, con l’aure serene
tu te ne vai felice,
et io qui piango.
A te prepara Atene
liete pompe superbe,
et io rimango
cibo di fere in solitarie arene.
Te l’uno e l’altro tuo vecchio parente
stringeran lieti,
et io più non vedrovi,
o madre, o padre mio!
Oh Teseo
Oh meu Teseo
Se tu soubesses, oh meu Deus
o terrível medo que a pobre Ariana sofre
talvez te arrependesses e apontasses teu barco
de volta à costa
Porém partes com alegria,
Enquanto eu me lamento aqui.
Atenas prepara alegres
cerimónias para ti
enquanto eu permaneço
comida para feras ferozes
nestas areias
beijo feliz os teus velhos pais
mas pai!, mãe!
Será que vos voltarei a ver ?
Dove, dove è la fede,
che tanto mi giuravi?
Così ne l’alta sede
tu mi ripon de gli avi?
Son queste le corone
onde m’adorni il crine?
Questi gli scettri sono,
queste le gemme e gl’ori?
Lasciarmi in abbondono
a fera che mi strazi e mi divori?
Ah Teseo, a Teseo mio,
lascierai tu morire,
in van piangendo,
in van gridando aita,
la misera Arianna
che a te fidossi e ti diè gloria e vita?
Onde, onde está a lealdade
que tanto juraste ?
É assim que me colocas no alto trono dos teus antecessores ?
São estas as coroas e as joias com que me adornas ?
deixar-me assim abandonada
repasto de bestas ferozes?
Ah Teseus vais deixar assim só e abandonada
para morrer,
chorando e pedindo em vão auxilio
a pobre Ariana ?
que confiou em ti, te deu glória e salvou a tua vida?
Ahi, che non pur risponde!
Ahi, che più d’aspe è sordo a’miei lamenti!
O nembi, o turbi, o venti,
sommergetelo voi dentr’a quell’onde!
Correte, orche e balene,
e delle membra immonde
empiete le voragini profonde!
Che parlo, ahi! Che vaneggio?
Misera, ohimè! Che chieggio?
O Teseo, o Teseo mio,
non son, non son quell’io,
non son quell’io che i feri detti sciolse:
Parlò l’affanno mio, parlò il dolore;
Parlò la lingua sì, ma non già ‘l core
Mas nem sequer responde,
É mais surdo que uma serpente aos meus pedidos
Oh tempestade, oh ventos, oh mares,
enterrai-o debaixo vossas vagas.
despachai-vos monstros dos mares
Mas que estou eu a dizer?
Não, não sou eu que disse tais palavras terríveis,
Era o meu medo que estava a falar
A minha língua não o meu coração.
Lasciatemi morire!
E chi volete voi che mi conforte
in così dura sorte,
in così gran martire?
Lasciatemi morire!
Deixai-me morrer!
O que quereis que me console
numa sorte assim tão cruel,
Em tão grande martírio?
Deixai-me morrer!
O Teseo, o Teseo mio,
sì che mio ti vo’ dir,
chè mio pur sei,
benché t’involi, ahi crudo!
a gli occhi miei.
Oh Teseo, oh Teseo meu
Ainda te quero chamar meu,
oh cruel,
ainda que fujas dos meus olhos
Volgiti, Teseo mio,
volgiti, Teseo, o Dio!
Volgiti indietro a rimirar colei
che lasciato ha per te
la patria e il regno,
e’n queste arene ancora,
cibo di fere dispietate e crude,
lascierà l’ossa ignude.
Volta Teseo
Volta Teseo, oh Deus meu,
Volta para dentro para veres
quem por ti traiu os seus
a pátria e o Reino
e que deixará apenas os seus ossos
como repasto de animais selvagens
O Teseo, o Teseo mio,
se tu sapessi, o Dio!
Se tu sapessi, ohimè!, come s’affanna
la povera Arianna,
forsi forsi pentito
rivolgeresti ancor la prora al lito.
Ma, con l’aure serene
tu te ne vai felice,
et io qui piango.
A te prepara Atene
liete pompe superbe,
et io rimango
cibo di fere in solitarie arene.
Te l’uno e l’altro tuo vecchio parente
stringeran lieti,
et io più non vedrovi,
o madre, o padre mio!
Oh Teseo
Oh meu Teseo
Se tu soubesses, oh meu Deus
o terrível medo que a pobre Ariana sofre
talvez te arrependesses e apontasses teu barco
de volta à costa
Porém partes com alegria,
Enquanto eu me lamento aqui.
Atenas prepara alegres
cerimónias para ti
enquanto eu permaneço
comida para feras ferozes
nestas areias
beijo feliz os teus velhos pais
mas pai!, mãe!
Será que vos voltarei a ver ?
Dove, dove è la fede,
che tanto mi giuravi?
Così ne l’alta sede
tu mi ripon de gli avi?
Son queste le corone
onde m’adorni il crine?
Questi gli scettri sono,
queste le gemme e gl’ori?
Lasciarmi in abbondono
a fera che mi strazi e mi divori?
Ah Teseo, a Teseo mio,
lascierai tu morire,
in van piangendo,
in van gridando aita,
la misera Arianna
che a te fidossi e ti diè gloria e vita?
Onde, onde está a lealdade
que tanto juraste ?
É assim que me colocas no alto trono dos teus antecessores ?
São estas as coroas e as joias com que me adornas ?
deixar-me assim abandonada
repasto de bestas ferozes?
Ah Teseus vais deixar assim só e abandonada
para morrer,
chorando e pedindo em vão auxilio
a pobre Ariana ?
que confiou em ti, te deu glória e salvou a tua vida?
Ahi, che non pur risponde!
Ahi, che più d’aspe è sordo a’miei lamenti!
O nembi, o turbi, o venti,
sommergetelo voi dentr’a quell’onde!
Correte, orche e balene,
e delle membra immonde
empiete le voragini profonde!
Che parlo, ahi! Che vaneggio?
Misera, ohimè! Che chieggio?
O Teseo, o Teseo mio,
non son, non son quell’io,
non son quell’io che i feri detti sciolse:
Parlò l’affanno mio, parlò il dolore;
Parlò la lingua sì, ma non già ‘l core
Mas nem sequer responde,
É mais surdo que uma serpente aos meus pedidos
Oh tempestade, oh ventos, oh mares,
enterrai-o debaixo vossas vagas.
despachai-vos monstros dos mares
Mas que estou eu a dizer?
Não, não sou eu que disse tais palavras terríveis,
Era o meu medo que estava a falar
A minha língua não o meu coração.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Harvey Lavan "Van" Cliburn (1934 - )
Harvey Lavan ("Van") Cliburn nasceu em Shreveport a 12 de Julho de 1934. Começou a estudar piano aos 3 anos de idade com a mãe que conta a lenda terá detectado o seu talento por o ver imitar um aluno (a mãe era professora de piano e aluna de um dos alunos de Liszt). A Mãe foi o seu único professor até à sua entrada na Julliard onde entrou com 17 anos e estudou com Rosa Levhine que o treinou na tradição dos grandes pianistas românticos.
O evento que viria a tornar "Van" Cliburn conhecido no mundo inteiro foi o primeio Concurso Tchaikovski em Moscovo. este concurso, relembre-se que em 1958 estavamos em plena guerra fria tinha sido desenhado com a firme intenção de demonstrar a superioridade soviética ao mundo. Ora "Van" Cliburn veio a tornar-se o heroi improvável do Ocidente ao vencer esse concurso. Diz-se que o juri terá perguntado ao então presidente Russo o que fazer ao que Nikita Krutchev respondeu: "Ele é o melhor? Então dai-lhe o prémio! Em nota de rodapé que se note que o juri deste primeiro concurso Tchaikovski era ele mesmo um juri que só por si merecia um prémio. Faziam parte do Juri os pianistas Gilels, Richter e os compositores Kabalevsky, Arthur Bliss e Dmitri Shostakovich e por isso, fundamentalmente por isso, a vitória de Cliburn tem de ser apreciada para além do significado político que obviamente teve.
Depois desse concurso "Van" Cliburn foi recebido como um heroi tendo sido Capa da Time. Do ponto de vista artistico nesse mesmo ano ganhou um Grammy com a gravação do Concerto nº1 para piano de Tchaikovsky tendo sido o primeiro artista "clássico" a ser disco de platina.
Em 1978 após a morte do pai retirou-se dos palcos tendo depois voltado ocasionalmente sobretudo para concertos na Casa Branca. "Van" Cliburn foi já condecorado com as mais altas condecorações civis dos Estados Unidos e da Russia.
De Van Cliburn não se pode dizer que após esse feito tenha propriamente tido uma vida artistica marcante pesem as gravações absolutamente notáveis de alguns concertos como por exemplo o 4º e 5º de Beethoven ou o segundo de Prokofiev que para um talento da dimensão de "van" cliburn soam a muito pouco.
"Van" Cliburn continua a praticar todos os dias e para os jovens que nos lêm talvez o mais inspirador que este pianista nos pode deixar para além da sua música é o que ele diz da sua paixão (falando do estudo a meio da noite que aparentemente é o seu período preferido)
"Parece que estamos sozinhos e o mundo está a dormir e isso é muito inspirador. Nunca fui do tipo que precisasse do palco. Amo a música. Amo ouvir música. Mas quando apenas se ouve podes ser tu próprio a 100%. Quando tens de servir a música, tens de pensar nos outros não em ti mesmo"
O evento que viria a tornar "Van" Cliburn conhecido no mundo inteiro foi o primeio Concurso Tchaikovski em Moscovo. este concurso, relembre-se que em 1958 estavamos em plena guerra fria tinha sido desenhado com a firme intenção de demonstrar a superioridade soviética ao mundo. Ora "Van" Cliburn veio a tornar-se o heroi improvável do Ocidente ao vencer esse concurso. Diz-se que o juri terá perguntado ao então presidente Russo o que fazer ao que Nikita Krutchev respondeu: "Ele é o melhor? Então dai-lhe o prémio! Em nota de rodapé que se note que o juri deste primeiro concurso Tchaikovski era ele mesmo um juri que só por si merecia um prémio. Faziam parte do Juri os pianistas Gilels, Richter e os compositores Kabalevsky, Arthur Bliss e Dmitri Shostakovich e por isso, fundamentalmente por isso, a vitória de Cliburn tem de ser apreciada para além do significado político que obviamente teve.
Depois desse concurso "Van" Cliburn foi recebido como um heroi tendo sido Capa da Time. Do ponto de vista artistico nesse mesmo ano ganhou um Grammy com a gravação do Concerto nº1 para piano de Tchaikovsky tendo sido o primeiro artista "clássico" a ser disco de platina.
Em 1978 após a morte do pai retirou-se dos palcos tendo depois voltado ocasionalmente sobretudo para concertos na Casa Branca. "Van" Cliburn foi já condecorado com as mais altas condecorações civis dos Estados Unidos e da Russia.
De Van Cliburn não se pode dizer que após esse feito tenha propriamente tido uma vida artistica marcante pesem as gravações absolutamente notáveis de alguns concertos como por exemplo o 4º e 5º de Beethoven ou o segundo de Prokofiev que para um talento da dimensão de "van" cliburn soam a muito pouco.
"Van" Cliburn continua a praticar todos os dias e para os jovens que nos lêm talvez o mais inspirador que este pianista nos pode deixar para além da sua música é o que ele diz da sua paixão (falando do estudo a meio da noite que aparentemente é o seu período preferido)
"Parece que estamos sozinhos e o mundo está a dormir e isso é muito inspirador. Nunca fui do tipo que precisasse do palco. Amo a música. Amo ouvir música. Mas quando apenas se ouve podes ser tu próprio a 100%. Quando tens de servir a música, tens de pensar nos outros não em ti mesmo"
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
As 10 pesquisas mais interessantes da semana 07
Começando pelo habitual relatório sobre a proveniência das vistitas por países Portugal mantém-se na frente com 395 visitas contra 322 do Brasil. A surpresa vem do Reino Unido que com 26 visitas assume o terceiro lugar. No que diz respeito a cidades Lisboa continua a liderar com 158 seguida de São Paulo com 69 e a Invicta cidade do Porto com 68.
Não se esqueçam de apoiar os nossos dois portugueses na Orquestra Virtual do You Tube (leiam o post e os comentários aqui) e participem na determinação da lista para votação do melhor concerto para violino aqui !
1. tchaikovsky como escritor : A minha resposta a esta questão baseia-se no livro de Rosa Newmarch que estamos também a utilizar como base para a biografia do compositor que estamos a escrever e de que podem ler aqui a primeira parte. Quanto à actividade de Tchaikovsky como escritor e falando aqui da obra que se destinava a ser publicada (não falando por enquanto das suas cartas) o mais interessante do conjunto de escritos que o compositor deixou é o que esses escritos deixam perceber sobre a sua concepção estética. Tchaikovsky como era seu timbre levava muito a sério a sua actividade mas não se considerava grande escritor. Quanto à correspondência que existe em quantidade apreciável, aqui obviamente o interesse centra-se na compreensão das motivações e dos tormentos porque passava e como estes quase milagrosamente raramente transparecem na sua música e quando o fazem são de tal forma sublimados que se tornam eles também arte. Fica prometido no ambito da biografia de Tachaikovsky uma visita mais prolongada aos seus escritos.
2. versuch über die wahre art das clavier zu spielen : Trata-se uma obra de Carl Philipp Emanuel Bach (em português creio que o título será algo como Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar cravo). Podem encontrar esta obra na Amazon por exemplo aqui Versuch über die wahre Art, das Clavier zu spielen
.
3. traducao em portugues da opera arianna lasciatemi morire : Esta ária é a única sobrevivente da ópera de Monteverdi "Arianna". Também conhecida por lamento de Arianna. Esta canção está dividida em quatro partes. A primeira parte, bastante curta, diz:
Lasciatemi morire!
E che volete voi che mi conforte
In così dura sorte,
In così gran martire?,
Lasciatemi morire!
O que em português fica:
Deixai-me morrer!
O que quereis que me console
numa sorte assim tão cruel,
Em tão grande martírio?
Deixai-me morrer!
As restantes partes são um pouco longas para este post mas fica já prometida esta tradução.
4. traduções de cancoes de shubert por eduardo gabarra : Foi com base nestas traduções que vos falámos do ciclo de canções de Schubert Winterreise que podem ler aqui.
5 - teoria de rameau : Rameau foi um dos primeiros grandes teóricos da história da música tendo-se envolvido em polémicas com os enciclopédistas como Diderot e Rousseau. O seu tratado "Traité de l'harmonie réduite à ses principes naturels" assim como as precisões, correcções e desenvolvimento que lhes sucederam são uma das bases da teoria musical de hoje. Embora os seus métodos e teorias estejam hoje um pouco datados não podemos deixar de lhes reconhecer uma importância fundamental.
6. - as estaçoes her haydn: Sim Haydn também escreveu uma "Estações" no caso um oratório de que falámos ainda que de forma muito breve aqui. Neste ano de Haydn voltaremos certamente a este tema.
7. - shinichi suzuki 1898: Grande pedagogo japonês que inventou um método (um melhor que propôs uma filosofia) de ensino do violino mas que foi já adaptada a outros instrumentos e mesmo outras formas de arte. Esta forma de encarar o ensino em que a exigência e o carinho não são considerados polos opostos é em meu entender parte da resposta às questões que nos colocamos hoje em dia no que diz respeito à educação. Falamos deste pedagogo aqui.
8. -maestros do seculo 20 : Nós temos uma lista aqui. Ajudem-nos a completá-la !
9. - biografia do pianista norteamericano van cliburn : Pois não falamos muito neste grande pianista aqui neste blog ... Hoje é dia de promessas já vi pelo que aqui fica mais uma ...
10. - gottfried august homilius : Compositor alemão (1714 – 1785) de que não falamos neste blog. Aluno de Johann Sebastian Bach compôs essencialmente música sacra. Oiçam aqui um exemplo.
Extra dez pesquisa o prémio perplexidade da semana "gira discos com colunas incorporadas" . Porque razão viria alguém a este meu blog à procura de semelhante artefacto do passado ? Depois lembrei-me que falei de um velho gira-discos em que ouvi vezes sem conta o Danúbio Azul e a Valsa do Imperador, a minha introdução à música clássica. Esse post está aqui. Desvendado o mistério !
Não se esqueçam de apoiar os nossos dois portugueses na Orquestra Virtual do You Tube (leiam o post e os comentários aqui) e participem na determinação da lista para votação do melhor concerto para violino aqui !
1. tchaikovsky como escritor : A minha resposta a esta questão baseia-se no livro de Rosa Newmarch que estamos também a utilizar como base para a biografia do compositor que estamos a escrever e de que podem ler aqui a primeira parte. Quanto à actividade de Tchaikovsky como escritor e falando aqui da obra que se destinava a ser publicada (não falando por enquanto das suas cartas) o mais interessante do conjunto de escritos que o compositor deixou é o que esses escritos deixam perceber sobre a sua concepção estética. Tchaikovsky como era seu timbre levava muito a sério a sua actividade mas não se considerava grande escritor. Quanto à correspondência que existe em quantidade apreciável, aqui obviamente o interesse centra-se na compreensão das motivações e dos tormentos porque passava e como estes quase milagrosamente raramente transparecem na sua música e quando o fazem são de tal forma sublimados que se tornam eles também arte. Fica prometido no ambito da biografia de Tachaikovsky uma visita mais prolongada aos seus escritos.
2. versuch über die wahre art das clavier zu spielen : Trata-se uma obra de Carl Philipp Emanuel Bach (em português creio que o título será algo como Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar cravo). Podem encontrar esta obra na Amazon por exemplo aqui Versuch über die wahre Art, das Clavier zu spielen
3. traducao em portugues da opera arianna lasciatemi morire : Esta ária é a única sobrevivente da ópera de Monteverdi "Arianna". Também conhecida por lamento de Arianna. Esta canção está dividida em quatro partes. A primeira parte, bastante curta, diz:
Lasciatemi morire!
E che volete voi che mi conforte
In così dura sorte,
In così gran martire?,
Lasciatemi morire!
O que em português fica:
Deixai-me morrer!
O que quereis que me console
numa sorte assim tão cruel,
Em tão grande martírio?
Deixai-me morrer!
As restantes partes são um pouco longas para este post mas fica já prometida esta tradução.
4. traduções de cancoes de shubert por eduardo gabarra : Foi com base nestas traduções que vos falámos do ciclo de canções de Schubert Winterreise que podem ler aqui.
5 - teoria de rameau : Rameau foi um dos primeiros grandes teóricos da história da música tendo-se envolvido em polémicas com os enciclopédistas como Diderot e Rousseau. O seu tratado "Traité de l'harmonie réduite à ses principes naturels" assim como as precisões, correcções e desenvolvimento que lhes sucederam são uma das bases da teoria musical de hoje. Embora os seus métodos e teorias estejam hoje um pouco datados não podemos deixar de lhes reconhecer uma importância fundamental.
6. - as estaçoes her haydn: Sim Haydn também escreveu uma "Estações" no caso um oratório de que falámos ainda que de forma muito breve aqui. Neste ano de Haydn voltaremos certamente a este tema.
7. - shinichi suzuki 1898: Grande pedagogo japonês que inventou um método (um melhor que propôs uma filosofia) de ensino do violino mas que foi já adaptada a outros instrumentos e mesmo outras formas de arte. Esta forma de encarar o ensino em que a exigência e o carinho não são considerados polos opostos é em meu entender parte da resposta às questões que nos colocamos hoje em dia no que diz respeito à educação. Falamos deste pedagogo aqui.
8. -maestros do seculo 20 : Nós temos uma lista aqui. Ajudem-nos a completá-la !
9. - biografia do pianista norteamericano van cliburn : Pois não falamos muito neste grande pianista aqui neste blog ... Hoje é dia de promessas já vi pelo que aqui fica mais uma ...
10. - gottfried august homilius : Compositor alemão (1714 – 1785) de que não falamos neste blog. Aluno de Johann Sebastian Bach compôs essencialmente música sacra. Oiçam aqui um exemplo.
Extra dez pesquisa o prémio perplexidade da semana "gira discos com colunas incorporadas" . Porque razão viria alguém a este meu blog à procura de semelhante artefacto do passado ? Depois lembrei-me que falei de um velho gira-discos em que ouvi vezes sem conta o Danúbio Azul e a Valsa do Imperador, a minha introdução à música clássica. Esse post está aqui. Desvendado o mistério !
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