Pois no dia 25 ouvi 3 quartetos, o Leipzig, o Aviv e o Vianna da Mota que listo por ordem de preferência embora no programa do primeiro as duas ultimas obras tenham sido de um género pelo qual não tenho especial predilecção: Demasiado contemporâneo para meu gosto :-)
Depois disso ouvi o Requiem de Mozart e o concerto de Encerramento com a nona de Beethoven, nada melhor para acabar um dia dedicado à liberdade :-) .... Quase que merecia uma versão diferente como Bernstein fez no concerto que festejou a queda do muro de Berlim. Quase ... Bem estou hoje a fazer este pequeno post para memória futura. Prometo uma descrição mais detalhada para amanhã.
Para terminar por hoje só uma nota sobre o concerto de encerramento. Independentemente da qualidade artística do concerto - que existiu - foi para mim especialmente gratificante ouvir jovens estudantes e músicos profissionais fazerem música juntos. Sem compromissos na qualidade.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Festejar o 25 de Abril
Hoje é 25 de Abril. Há 36 anos atrás havia uma revolução nas ruas. Ou melhor várias revoluções. É difícil para muitos dos que entretanto nasceram e tiveram apenas conhecimento indirecto do Portugal de então perceber mesmo todas as dimensões da mudança.
Não vou certamente conseguir explica-la aqui. Mas digo-vos que uma Festa da Música nesse Portugal bafiento e fechado utilizando uma campanha de publicidade em voga, até poderia ter existido mas não teria sido com toda a certeza a mesma coisa.
Teríamos talvez mais "vison" e menos ganga, mais pérolas e menos juventude, mais controlo e menos espontaneidade. Mas focar nessas diferenças seria uma concentração no não essencial. O essencial mesmo é a liberdade de escolha, a liberdade de expressão.
Ontem como vos disse fui à Festa da Música. Para além das escolas nos espaços livres tive oportunidade de ouvir três concertos. O Jorge Moyano com a Orquestra de Câmara Portuguesa no segundo concerto para piano e Orquestra de Chopin e sobretudo a Orquestra Metropolitana de Lisboa (penso que adicionada de alguns membros da Académica Metropolitana e alguns alunos da mesma escola) que interpretou a Sinfonia Fantástica de Berlioz. Posso dizer-vos que foi uma interpretação absolutamente arrebatadora. Fantástica como a sinfonia.
Hoje (aliás daqui a pouco) vou voltar para o CCB. Para quem esteja perto sugiro uma visita, não conheço melhor forma de festejar a liberdade.
25 de Abril Sempre.
Não vou certamente conseguir explica-la aqui. Mas digo-vos que uma Festa da Música nesse Portugal bafiento e fechado utilizando uma campanha de publicidade em voga, até poderia ter existido mas não teria sido com toda a certeza a mesma coisa.
Teríamos talvez mais "vison" e menos ganga, mais pérolas e menos juventude, mais controlo e menos espontaneidade. Mas focar nessas diferenças seria uma concentração no não essencial. O essencial mesmo é a liberdade de escolha, a liberdade de expressão.
Ontem como vos disse fui à Festa da Música. Para além das escolas nos espaços livres tive oportunidade de ouvir três concertos. O Jorge Moyano com a Orquestra de Câmara Portuguesa no segundo concerto para piano e Orquestra de Chopin e sobretudo a Orquestra Metropolitana de Lisboa (penso que adicionada de alguns membros da Académica Metropolitana e alguns alunos da mesma escola) que interpretou a Sinfonia Fantástica de Berlioz. Posso dizer-vos que foi uma interpretação absolutamente arrebatadora. Fantástica como a sinfonia.
Hoje (aliás daqui a pouco) vou voltar para o CCB. Para quem esteja perto sugiro uma visita, não conheço melhor forma de festejar a liberdade.
25 de Abril Sempre.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Ainda a propósito do Dia Mundial do Livro
Não é um livro mas é literatura. Não é apenas literatura tem música. É em formato electrónico. Poemas de Miguel Torga declamados por Aurelino Costa acompanhados ao piano pelo Maestro António Vitorino de Almeida.
Oiçam aqui um extracto.
Oiçam aqui um extracto.
Dia Mundial do Livro
Hoje é dia mundial do livro. Os livros muito antes da net foram durante muito tempo os responsáveis pelo meu acesso ao conhecimento. Lembro-me perfeitamente do tempo em que foi através deles que aprendi a conhecer o mundo. Recordo-me do assalto aos livros que lá por casa forravam tantas prateleiras. Em português ou francês mais ou menos adequados à minha idade ...
Hoje a net parece que os substitui. Parece. Mas é apenas uma ilusão porque na verdade podemos encontrar neste meio electrónico exactamente a mesma fruição de descoberta. É possível por momentos ter saudades do folhear ou do papel: do seu cheiro ou do seu peso. Da sua textura. E temos de verdade muitas vezes saudades.
Mesmo que continuemos felizmente cercados de livros. Eu continuo. Porém como dizia seria injusto criticar este admirável mundo electrónico. Sem ele como poderíamos TODOS ter acesso por exemplo a este espectacular dicionário de termos musicais de 1811? Ou ainda ao tratado de Orquestração de Berlioz que um nosso leitor o outro dia procurava ?
Em papel ou em bits livros serão sempre livros ...
Hoje a net parece que os substitui. Parece. Mas é apenas uma ilusão porque na verdade podemos encontrar neste meio electrónico exactamente a mesma fruição de descoberta. É possível por momentos ter saudades do folhear ou do papel: do seu cheiro ou do seu peso. Da sua textura. E temos de verdade muitas vezes saudades.
Mesmo que continuemos felizmente cercados de livros. Eu continuo. Porém como dizia seria injusto criticar este admirável mundo electrónico. Sem ele como poderíamos TODOS ter acesso por exemplo a este espectacular dicionário de termos musicais de 1811? Ou ainda ao tratado de Orquestração de Berlioz que um nosso leitor o outro dia procurava ?
Em papel ou em bits livros serão sempre livros ...
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