sábado, 5 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica (Segunda Parte)

A primeira parte deste post pode ser lida em Mozart - Flauta Mágica.

No segundo acto os membros da ordem de Osiris dizem a Sarastro que Tamino está pronto para prestar prova de que é digno de Pamina. Sarastro revela que raptou Pamina para que esta possa casa com Tamino.

Na segunda cena Tamino e Papageno apresentam-se para prestar provas e os membros da ordem perguntam-lhe "O que procuram", Tamino responde Luz, Conhecimento e Amor. Resistem depois a primeira tentação

Na terceira cena Pamina estando a dormir Monostatos tenta força-la. A rainha da noite aparece e revela as suas verdadeiras intenções dando um punhal a Pamina para que esta mate Sarastro. Monostatos tenta então chantegear Pamina ameaçando contar a Sarastro as intenções da Raínha da Noite.

Na quarta cena continuam as provas de Tamino e Papageno que sabem que devem manter o silêncio. Papageno não resiste e fala com Papagena, Tamino porém apesar da presença de Pamina mantém-se sem falar o que a leva ao desespero.

Os sacerdotes da Ordem de Osiris revelam o seu contentamento por Tamino ter passado as provas com distinção. Pamina no entanto contempla o suicídio por pensar que Tamino já não a ama. Três crianças-dissuadem-na e levam-na até Pamino com quem é autorizada a passar a ultima prova: Não temer a morte. Protegidos pela música da Flauta Mágica passam com distinção.

Monostatos, a Rainha da Noite e as suas três aias tentam incendiar o palácio de Sarastro mas são derrotadas e lançadas para as escuridão eterna.

Podem ver aqui o Segundo Acto .

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mozart - Flauta Mágica

Este post deveria ter sido o do primeiro dia de 2013 e tinha decidido falar-vos da Flauta Mágica precisamente por causa do poder da referida Flauta de transformar a tristeza em alegria e que segundo o libretto seria capaz de trazer Paz ao Mundo.

A Flauta Mágica é uma opereta em dois actos composta por Mozart em 1791 e estreada a 30 de Setembro de 1791 em Viena sendo actualmente uma das peças deste género mais vezes interpretadas no mundo inteiro, sucesso que aliás se declarou desde a sua estreia.

O libretto escrito por Emanuel Schikaneder (1751–1812) é inspirado no poema Oberon de Christoph Martin Wieland (1733-1813) e conta-nos uma história de forte influência maçónica e que pode ser descrita como a procura do conhecimento e da luz.

Note-se que durante muito tempo se considerou que Mozart apenas teria aceite esta encomenda por não ter conseguido "nada de melhor". Isto porém é ignorar o profundo amor que Mozart tinha pelo teatro em particular pelo teatro popular de origem alemã, dificilmente aliás se teria encontrado um melhor casamento desse ponto de vista.

A obra foi composta por Mozart à medida das capacidade vocais dos executantes da estreia (os elementos da companhia de  Emanuel Schikaneder) que Mozart conhecia bem o que explica que existam papeis de dificuldade consideravelmente diferente.

Na primeira cena Tamino, um principe está em perigo perseguido por uma serpente e pede ajuda aos Deuses para o salvarem o que acontece às mãos de três ajudantes da Raínha da Noite. No entanto Tamino desmaia e quando acorda pensa que foi Papageno que entretanto aparece que o salvou. A falsa impressão é rapidamente desfeita pelas três serviçais da Raínha da Noite que reaparecem mostrando a Tamino uma fotografia de Pamina a desaparecida filha da Raínha da Noite e por quem Tamino imediatamente se apaixona. Tamino promete que irá libertar Pamina das garras de Sarastro o feiticeiro de quem Pamina está prisioneira. Tamino recebe a Flauta Mágica que tem o poder de transformar tristeza em alegria.

Na segunda cena já no Palácio de Sarastro Papageno que se juntou à missão do príncipe anuncia a boa noticia a Pamina. Entretanto Pamina e Tamino vêm-se pela primeira vez e beijando-se causando a indignação da corte de Sarastro que diz a Tamino que terá de provar que é digno de Pamina.




Amanhã falar-vos-ei do segundo acto.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Votação - Obra de Piano Solo preferida - Ultima atualização

Considerando que esta votação termina já na próxima Segunda-feira esta é a ultima actualização que publico relativamente aos resultados.


Temos neste momento 399 votos (+65 do que na semana passada).  Não se esqueçam que temos um guia de audição para poderem votar em consciência, o nosso Guia das 25 Obras Preferidas. 

Faltam três dias para o final da votação.

Estamos já no final  do período de votação e gostava mesmo de poder contar com muito mais votos! Consultem o Guia de Votação e votem!

  1. Chopin - Nocturnos ..........................42 (+5)
  2. Beethoven - Patética, Appassionata, Ao Luar. 30 (+8)
  3. Bach - Variações Goldberg ...................25 (+5)
  4. Satié - Gnossienes, Gymnopédies .............24 (+1)
  5. Debussy - Suite Bergamasque .................24 (+3)
  6. Beethoven - Ultimas Sonatas .................23 (+5)
  7. Chopin - Polonaises .........................20 (+4)
  8. Rachmaninoff - Sonatas ......................20 (+4)
  9. Albeniz - Ibéria ............................19 (+3)
  10. Schumann - Carnaval .........................19 (+3)
  11. Mendelssohn - Canções sem palavras ..........17 (+1)
  12. Mozart - Sonatas para Piano .................17 (+7)
  13. Brahms - Intermezzi .........................16 (+1)
  14. Bach - Fugas e Tocattas .....................13 (0)
  15. Scarlatti - Sonatas para Teclas .............13 (+1)
  16. Liszt - Rapsódias Húngaras ..................12 (0)
  17. Liszt - Sonatas .............................11 (+1)
  18. Chopin - Valsas e Mazurkas ..................10 (+1)
  19. Bach - Cravo bem Temperado ...................9 (+1)
  20. Schubert - Sonatas para Piano ................7 (0)
  21. Schostakovich - 24 Prelúdios e Fugas .........6 (0)
  22. Prokofiev - Sonatas nº 6 e nº 7 ..............6 (0)
  23. Chopin - Études ..............................6 (+1)
  24. Chopin - Sonatas .............................6 (+1)
  25. Beethoven - Hammerklavier ....................4 (0)

Haydn - As Sinfonias de Londres (Segunda Parte)

Depois de ontem termos falado das seis primeiras sinfonias de Londres hoje abordaremos as seis ultimas.

A Sinfonia nº 99 em Mi Bemol Maior deverá ter sido composta em Viena (1793) em preparação já para a segunda viagem. Foi estreada a 10 de Fevereiro de 1794. Haydn opta pela mesma configuração, 4 andamentos começando o primeiro andamento com uma introdução lenta seguida de um alegro um tema lento no segundo andamento um minueto no terceiro e por fim um andamento rápido. Nesta sinfonia destaca-se um desenvolvimento notável do primeiro andamento mas sobretudo o segundo andamento que se diz ser uma elegia à sua amiga Marianne von Genzinger que tinha falecido recentemente. Mesmo que assim não seja é verdade que esse andamento atinge uma profundidade emocional notável para uma obra do período clássico com toda a sua contenção sentimental.

A Sinfonia nº 100 (Militar) em Sol Maior deve o seu cognome ao segundo andamento que neste caso abandona o típico andamento lento pela utilização intensiva da percussão. Na verdade em toda a sinfonia podem ser com alguma imaginação detectados elementos "marciais" muito pelos ritmos utilizados. esta sinfonia foi estreada a 31 de Março de 1794 tendo sido provavelmente escrita tanto em Londres como em Viena entre os anos de 1793/1794.

A Sinfonia nº 101 em Ré Maior é intitulada "Relógio" de novo pelo ritmo introduzido no segundo andamento que se assemelha ao ruído desse mecanismo de precisão. Foi estreada a 3 de Março de 1794 sendo desde logo um enorme sucesso (considerada a melhor obra de Haydn até então).

A Sinfonia nº 102 em Si Bemol Maior será de acordo com os estudos mais recentes a que verdadeiramente se deveria chamar "Milagre" dado que o evento do candelabro terá efectivamente acontecido durante a sua estreia (e não na 96 como se pensou durante bastante tempo). Pelo facto de não ter nenhum sub-titulo é relativamente menos conhecida que a nº 100 ou 101 o que é uma injustiça porque por se trata de uma obra em que podemos encontrar tudo o que caracteriza Haydn. No primeiro andamento temos o elevado nível de tensão e agressividade que Haydn tão bem sabe gerir para criar verdadeiras montanhas russas. No segundo andamento é uma longa, delicada e complexa cantilena típico do génio de Haydn. O terceiro andamento por seu lado representa o aspecto "campestre" e simples de Haydn. Robusto mesmo. Simples. Por fim o ultimo andamento é um hino à alegria com os seus silêncios súbitos e transbordante energia; típicas "piadas" musicais de que Haydn tanto gosta.

A Sinfonia nº 103 - "Drum roll" - por motivos óbvios se ouvirem logo o inicio foi estreada a 2 de Março de 1795. Esta sinfonia em Mi Bemol Maior tem a estrutura mais comum das sinfonias de Londres abrindo com um adagio que se se transforma num Allegro seguido de um andamento lento que foi um dos grandes sucessos na estreia tendo sido pedida a sua repetição. Note-se a este propósito que nesta altura era frequente as obras serem interrompidas para ser repetido o andamento a pedido do público o que se pensarmos bem não deixa de fazer sentido numa altura em que não havia forma de aceder a esta forma de arte a não ser através da música tocada ao vivo ... Uma pessoa na sua vida se pudesse ouvir digamos uma sinfonia por mês teria muita sorte e faria com toda a certeza parte de alguns poucos privilegiados. O quarto andamento desta sinfonia é verdadeiramente uma das obras de primas de Haydn. Aliás para ser sincero as Sinfonias 102 a 104 representam o expoente da Sinfonia no Período clássico. Curiosamente destaca-se um solo para o primeiro violino que na estreia foi interpretado por Viotti, compositor de quem já falamos.

A Sinfonia nº 104 (Londres) tem um sobrenome algo esquisito dado que na verdade todas as 12 sinfonias de que vos falámos mereciam igualmente este nome; talvez por ser a ultima tendo sido estreada em 4 de Maio de 1795.  Estruturalmente segue o esquema da maioria das restantes sinfonias deste conjunto.





Oportunidades na Amazon