Confesso que ontem os meus dois posts neste blog eram pura invenção. Houve quem me dissesse que não deveria dar boas ideias ao nosso ministro das finanças para mais impostos. Na verdade se taxássemos a ausência de cultura algo do tipo (%rendimento) / (1-índice cultural) talvez fosse uma boa forma de incentivar os portugueses a consumirem mais bens culturais. Medida "quase liberal" estão a ver um incentivo do lado da procura, embora enfim baseada num imposto ... Ok continuo a brincar e a dar ideias ... Mas e que tal uma iniciativa tipo "carbono Zero" para as empresas para incentivar o mecenato?
A segunda mentira não foi planeada. Aconteceu simplesmente porque o meu colega Nuno Catarino me enviou aquela noticia. Achei tão deliciosa a ideia de conquistar o mundo com música (literalmente) e o filme era tão bom que não resisti. Infelizmente ainda não é desta que poderão tornar-se donos do mundo através da música, nem sequer num jogo. Temos verdadeiramente pena. Porque se imperar no mundo tem algo de excessivamente possessivo quando dizemos apenas "conquistar o mundo com música" existe uma certa poesia na expressão.
Lembra-me esta ultima mentira a "piada fatal" dos Monty Python. Se existisse uma forma de conquistar o mundo com música certamente não seria pela exterminação física (embora enfim certas "músicas" pudessem estar perto) seria mais pela paz, pela paz que proporciona. Uma conquista pelo amor se quisermos. E nesse particular e para ficarmos sempre com música poderia sugerir-vos várias músicas; o ultimo andamento da nona de Beethoven seria uma delas. Mas hoje pelo poema e porque de amor falamos só poderia ser uma outra forma de música clássica. Jacques Brel "Quand on a que l´amour" e o crescendo mais conquistador da história da música.
Primeiro os Monty Python e a sua piada fatal
E depois Jacques Brel ao vivo dificilmente resistirão à conquista.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
terça-feira, 2 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Uma outra noticia bombástica
Por enquanto é apenas um jogo mas um jogo em que se assumirá o controlo da Europa através da música.
Não, não é a Merckl que o encomendou mas poderia ...
Não, não é a Merckl que o encomendou mas poderia ...
Imposto excepcional sobre a cultura
Numa medida desesperada para aumentar as receitas o governo decidiu taxar a cultura de todos os cidadãos portugueses maiores de 18 anos. A prova de conhecimentos terá lugar online podendo ser realizada no site do ministério das finanças. Para quem não tenha acesso à net as repartições de finanças terão locais apropriados para os contribuintes poderem realizar o teste. Este é obrigatório devendo o mesmo ser realizado até ao final do mês de Maio. Se estão a pensar responder errado de propósito com o intuito de fugir ao fisco recomendo que não o façam dado que o software dispõe de algoritmos avançados de inteligência artificial que detectam padrões fraudulentos.
Estima-se que um português médio que saiba quem foi Luís de Camões e Fernando Pessoa possa ter de pagar cerca de €10 sendo que 10% desse valor pode ser descontado em sede de IRS para efeitos de compra de bilhetes ou outros produtos de actividades culturais.
O valor máximo será de €100 para quem tiver a ousadia de saber quem foi Joly Braga Santos e Luís de Freitas Branco. Para quem souber trautear uma melodia de um destes compositores poderá existir uma sobretaxa adicional de 4%.
Como forma de policiamento adicional existirão agentes da ASAE à porta de locais de cultura que avaliarão de forma aleatória os conhecimentos dos portugueses cruzando esta informação com a recolhida pelo inquérito por isso tenham cuidado, tenham muito cuidado.
Estima-se que um português médio que saiba quem foi Luís de Camões e Fernando Pessoa possa ter de pagar cerca de €10 sendo que 10% desse valor pode ser descontado em sede de IRS para efeitos de compra de bilhetes ou outros produtos de actividades culturais.
O valor máximo será de €100 para quem tiver a ousadia de saber quem foi Joly Braga Santos e Luís de Freitas Branco. Para quem souber trautear uma melodia de um destes compositores poderá existir uma sobretaxa adicional de 4%.
Como forma de policiamento adicional existirão agentes da ASAE à porta de locais de cultura que avaliarão de forma aleatória os conhecimentos dos portugueses cruzando esta informação com a recolhida pelo inquérito por isso tenham cuidado, tenham muito cuidado.
domingo, 31 de março de 2013
Compacto de Páscoa - Só poderia ser com Bach
Compacto porquê, podem legitimamente perguntar-se. Bem porque neste post vamos em simultâneo festejar a sexta-feira santa e o Domingo de Páscoa; claro que isto só poderia ser feito com Bach. Em primeiro lugar uma das obras de que já falamos e que Bach compôs especificamente para a Sexta-Feira santa, a Paixão de São Mateus de que vos proponho o sublime final.
Depois relativamente a este dia uma outra obra de Bach eventualmente (certamente) menos conhecida mas não menos merecedora de ser ouvida. Uma obra obviamente com um carácter totalmente diferente, festivo como é próprio deste dia, aliás uma das obras mais "felizes" de Bach. O Oratório de Páscoa - BWV 249.
Este compacto dura cerca de uma hora se ouvirem as duas obras em sequência. Vale a pena garanto!
Depois relativamente a este dia uma outra obra de Bach eventualmente (certamente) menos conhecida mas não menos merecedora de ser ouvida. Uma obra obviamente com um carácter totalmente diferente, festivo como é próprio deste dia, aliás uma das obras mais "felizes" de Bach. O Oratório de Páscoa - BWV 249.
Este compacto dura cerca de uma hora se ouvirem as duas obras em sequência. Vale a pena garanto!
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