terça-feira, 15 de abril de 2008

Estamos quase a iniciar o período romântico ...

Não, não estou apaixonado, bem isso também estou há muito tempo (há mais de duas décadas), mas não é o que queria dizer neste post :-)

O que quero dizer é que em breve iremos aqui falar dos compositores deste período que se segue ao período clássico de que temos vindo a falar. Confesso que em termos gerais é o meu período preferido. Na verdade se exceptuarmos Bach e Beethoven muitos dos restantes compositores de quem gosto particularmente estão neste período.

Iremos falar de compositores como Brahms, Tchaikovsky, Mendelssohn, Chopin, Bruck, Paganini, ... até lá nos próximos dias ainda vamos falar de compositores do período clássico (ainda temos bastantes em carteira :-))

Hoje daqui a pouco deixo-vos com Clementi.

domingo, 13 de abril de 2008

Recital comentado de Jorge Moyano

Cheguei à pouco do recital do Jorge Moyano na Culturgest. Como vos tinha dito iriam ser interpretadas obras de Alban Berg, Ravel e Gershwin.

De Alban Berg ouvimos a sonata opus 1 com uma excelente explicação prévia do que é a forma de sonata e das circunstâncias que enquadraram a criação desta composição (um exercicío escolar - Alban Berg foi aluno de Arnold Schoenberg. Podem ouvir esta sonata aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte). Os que já me conhecem sabem que esta não é propriamente a minha "chávena de chá" mas não posso dizer que não tenha gostado.

A segunda peça de Ravel intitulava-se "Le Tombeau de Couperin" de que por acaso já tínhamos falado aqui. Também neste caso Jorge Moyano explicou o enquadramento histórico da peça e alguns dos aspectos mais interessantes relativos à sua estrutura. Podem ouvir esta peça aqui (primeira parte), aqui (segunda parte) e finalmente aqui (terceira parte).

Porque se excedeu no tempo das explicações das duas peças anteriores Jorge Moyano não pode fazer a introdução que tinha preparado para a peça de Gershwin o que foi pena. Fiquem aqui com a versão orquestral (desculpem mas não resisti aqui a dar-vos algo diferente do que ouvi - "Bernstein oblige" ... e mais não direi). Encontram aqui a primeira parte e aqui a segunda.

O encore foi uma peça de Ravel penso, pelo menos pareceu-me pelo estilo, mas não posso garantir porque não consegui ouvir o que Jorge Moyano disse.

Foi uma excelente lição de música e um fim de manhã de Domingo muito bem passada.

Um momento de humor musical

Quem costuma ir a recitais já terá com certeza reparado em algumas manias dos artistas em palco. Cada vez mais existe menos sobriedade e mais expansividade. Pessoalmente gosto de um equilíbrio entre as duas coisas embora hoje me pareça que se dê demasiada importância à componente do espectáculo.

Mas esta introdução vem a propósito de um post que li ontem à noite no Meow e que me lembrou de um duo de instrumentistas fabulosos que fazem uma caricatura muito interessante dos recitais. São ambos extraordinários instrumentistas e o humor é por vezes muito subtil ... nem sempre no entanto (e é precisamente isso que tem piada).

Vejam também este outro extracto do espectáculo chamado "A Little Nightmare Music".

sábado, 12 de abril de 2008

Johann Joachim Quantz (1697 - 1773)

Johann Joachim Quantz nasceu perto de Göttingen na Alemanha a 30 de Janeiro de 1697. Filho de um ferreiro Quantz iniciou os seus estudos musicais com o seu tio.
Quantz foi um flautista, compositor e fabricante de flautas.

Para além de ser um notável instrumentista e um compositor prolífico Quantz também ficou célebre pelo seu manual "Versuch einer Anweisung die Flöte traversiere zu spielen" (que significa "Método para tocar a flauta transversal"). Como fabricante de instrumentos, actividade que iniciou em 1739, notabilizou-se por acrescentar "teclas" às flautas para facilitar a afinação (se alguém souber o nome exacto que se deve dar a este elemento por favor diga-me porque me parece que não deve ser exactamente assim que se chamam).

Quantz escreveu mais de 300 concertos e outras peças das quais a maioria são para flauta. Embora muitos o qualifiquem como um músico do período barroco e na realidade muitas das suas composições ainda reflictam esse período as suas ultimas obras são já nitidamente clássicas pelo que resolvemos qualificá-lo como pertencendo a este período.

Quantz era um dos colegas de CPE Bach na música de camâra da corte de Frederico o Grande.

Para exemplificar a sua obra fiquem com este quarteto interpretado por uns alunos durante um recital na sua escola, aqui.

Joahann Joachim Quantz faleceu em Potsdam a 12 de Julho de 1773.

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