Com este post terminamos a nossa sequência de post sobre a obra de Brahms. Brahms foi um compositor notável, que infelizmente viveu muito tempo com receio da sombra de Beethoven.
Podem ler a sua biografia nesta sequência de posts:
Primeira Parte
Segunda Parte
Terceira Parte
Quarta Parte
Quinta parte
Alem de toda a componente de Brahms como artista que julgo já descrevemos de forma bastante detalhada não queria deixar de neste ultimo post acrescentar que embora não fosse uma pessoa fácil (o seu mau humor era conhecido) nunca deixou de ajudar músicos em necessidade e sobretudo sempre revelou um elevado sentido moral e de estima pelos amigos.
A sua devoção por Clara Schumann é em meu entender o exemplo do carácter de Brahms. Acho que ganharíamos todos muito em viver a vida com os seus valores.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Brahms ( 1833 - 1897) - Uma Biografia (Quinta Parte)
Na quarta parte desta série sobre a vida de Brahms que pode ler aqui deixamos Brahms em 1888 com a estreia do duplo concerto para violino e violoncelo.
Com este concerto e com a quarta sinfonia terminou um ciclo de grandes obras orquestrais ao qual Brahms não voltaria. Deste momento e até à sua morte dedicou-se à música de câmara e à composição de lied. São exemplos destes últimos os Op. 104 a 107 cada um deles contendo cinco canções ou ainda os Op. 109, 110 e 112.
Deste período destaca-se obviamente a terceira sonata para piano e violino e as sonatas para clarinete obras dedicadas e inspiradas pelo clarinetista Richard Mühlfeld que levou Brahms a saír da sua "reforma" (Brahms achava-se na altura já sem ideias e sem vontade para compor).
A penúltima obra publicada - quatro canções sérias - para piano e voz é uma obra notável. Oiçam aqui uma notável interpretação de Fischer-Dieskau. Diz o inicio do poema retirado do velho testamento "Oh morte quão amarga é a tua presença para um homem que está em paz com as suas posses" e diz a segunda estrofe "Oh morte quão aceitável é a tua presença para um homem que já não sente forças".
A morte de Clara Schumann a 20 de Maio de 1896 terá certamente marcado para Brahms a transferência entre estes dois estados de espírito.
A sua ultima obra publicada (Op. 122 em 1896) foram 11 prelúdios para órgão.
Brahms faleceu a 3 de Abril de 1897 em Viena.
Com este concerto e com a quarta sinfonia terminou um ciclo de grandes obras orquestrais ao qual Brahms não voltaria. Deste momento e até à sua morte dedicou-se à música de câmara e à composição de lied. São exemplos destes últimos os Op. 104 a 107 cada um deles contendo cinco canções ou ainda os Op. 109, 110 e 112.
Deste período destaca-se obviamente a terceira sonata para piano e violino e as sonatas para clarinete obras dedicadas e inspiradas pelo clarinetista Richard Mühlfeld que levou Brahms a saír da sua "reforma" (Brahms achava-se na altura já sem ideias e sem vontade para compor).
A penúltima obra publicada - quatro canções sérias - para piano e voz é uma obra notável. Oiçam aqui uma notável interpretação de Fischer-Dieskau. Diz o inicio do poema retirado do velho testamento "Oh morte quão amarga é a tua presença para um homem que está em paz com as suas posses" e diz a segunda estrofe "Oh morte quão aceitável é a tua presença para um homem que já não sente forças".
A morte de Clara Schumann a 20 de Maio de 1896 terá certamente marcado para Brahms a transferência entre estes dois estados de espírito.
A sua ultima obra publicada (Op. 122 em 1896) foram 11 prelúdios para órgão.
Brahms faleceu a 3 de Abril de 1897 em Viena.
Recomendações de Sábado
As recomendações de quinta-feira desta vez ficaram um pouco atrasadas. Os motivos foram os melhores mas de qualquer forma as minhas desculpas pelo facto. Não temos hoje recomendações para o sul do país.
Em Lisboa teremos hoje à noite na Igreja de São Roque pelas 21h o Grupo vocal Olisipo e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Serão interpretadas obras de Handel (Dixit Dominus) e de Haydn (Paunkemess). Este concerto será o concerto de encerramento da temporada de música em S. Roque.
No dia 1 de Dezembro, Segunda-Feira na Sé Catedral de Lisboa teremos o Messias de Handel às 18h (em destaque na coluna aqui ao lado).
Um pouco mais a Norte em Leiria às 21:30 de Sábado teremos a Carmen de Bizet no teatro José Lúcio da Silva pela Orquestra Filarmonia das Beiras dirigida por António Vassalo Lourenço.
Em Coimbra no Domingo integrado no Festival de Música de Coimbra 2008 teremos o Quarteto de Clarinetes de Lisboa na Biblioteca Joanina às 17:30. Serão interpretadas obras de Astor Piazzolla, Lino Guerreiro, José Santos Rosa e Pedro Iturralde.
Em Mação também no Domingo às 12h e às 16h teremos o Coro Misto da Beira Interior.
Na Igreja de Paredes teremos a Orquestra do Norte dirigida por José Ferreira Lobo . Será também no Domingo às 17h.
Em Lisboa teremos hoje à noite na Igreja de São Roque pelas 21h o Grupo vocal Olisipo e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Serão interpretadas obras de Handel (Dixit Dominus) e de Haydn (Paunkemess). Este concerto será o concerto de encerramento da temporada de música em S. Roque.
No dia 1 de Dezembro, Segunda-Feira na Sé Catedral de Lisboa teremos o Messias de Handel às 18h (em destaque na coluna aqui ao lado).
Um pouco mais a Norte em Leiria às 21:30 de Sábado teremos a Carmen de Bizet no teatro José Lúcio da Silva pela Orquestra Filarmonia das Beiras dirigida por António Vassalo Lourenço.
Em Coimbra no Domingo integrado no Festival de Música de Coimbra 2008 teremos o Quarteto de Clarinetes de Lisboa na Biblioteca Joanina às 17:30. Serão interpretadas obras de Astor Piazzolla, Lino Guerreiro, José Santos Rosa e Pedro Iturralde.
Em Mação também no Domingo às 12h e às 16h teremos o Coro Misto da Beira Interior.
Na Igreja de Paredes teremos a Orquestra do Norte dirigida por José Ferreira Lobo . Será também no Domingo às 17h.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A Lista da Mafalda - Uma mensagem de parabéns
Hoje, dia 28 de Novembro a Mafalda faz anos. Creio que não se importaria que dissesse quantos anos são mas ensinaram-me que não se faz isso a uma senhora. Pediu-me que listasse neste blog as suas músicas preferidas e deu-me uma lista que comentei ligeiramente. Como já perceberam eu adoro listas e assim aqui fica esta prenda para a Mafalda. A lista das 20 músicas + 1 que passaremos a chamar a Lista da Mafalda ... No fim perceberão o mais uma .... (não vale espreitar).
Muitos parabéns Mafalda.
- Over the Rainbow (Judy Garland) : Somewere over the rainbow skies are blue and the dreams you dare to dream really come through. Sim Fá, Os ceús são azuis para além do arco-iris e sim podemos torná-los realidade. Deus sabe que tu tentas ... Esta canção aqui.
- Les Feuilles Mortes (Yves Montand) : ... Mais la vie sépare ceux qui s´aiment tout doucement sans faire de bruit ... Ou não Fá, ou não mas já deves saber que fala assim o teu incurável romântico. Esta canção aqui .
- João e Maria (Chico Buarque) : ... E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz e você era a princesa que eu fiz coroar e era tão linda de se admirar que andava nua pelo meu país ... Gostava mesmo de poder fazer uma lei destas, pelo menos princesa és com certeza e linda também. Espero que seja possível um dia a lei da felicidade, mas isso lá está como diz Buarque é coisa de crianças, ou talvez não ... Esta canção aqui.
- Á Flor da Pele (o que será) (Chico Buarque e Milton Nascimento) : ... O que não tem medida nem nunca terá ... o que será ? Nem dez mandamentos, nem todos os santos, o que não tem distância, o que não tem limite? .... Referia-se possivelmente Buarque apenas à tua vontade infinita de ajudar os outros ... Esta canção aqui.
- Trem das cores (Caetano Veloso) : Desta canção de cores lembro-me que para nós as rosas eram azuis. Na verdade ainda o são sempre que te oiço rir. Esta canção aqui.
- The Long And Winding Road ( The Beatles) : The Long and Winding road that leads to your door will never disapear, I have seen that road before ... Também acredito que não, que esta estrada nos levará sempre a nós. Esta canção aqui .
- Quand on a que l´amour (Jacques Brel) : Quand on n'a que l'amour a offrir à ceux-là dont l'unique combat est de chercher le jour ... Esta estrofe é sem dúvida o teu espelho. Não te esqueças do fim da canção ... Nous aurons dans nos mains le monde entier. Não de bens materiais mas espirituais certamente. Esta canção aqui.
- Cais (Elis Regina): Quando nos conhecemos eu ouvia Elis sem parar. Tu ouvias Caetano e Gil e cruzamos canções e vidas. Inventamos o mar inventamos em nós o sonho. Esta canção aqui.
- Cigarra (Simone e Milton Nascimento): Esta canção é para cantar como a cigarra acende o verão e lembra-me as manhãs de Sábado em que acordava com este som ... não da cigarra, mas da música. Esta canção aqui.
- Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) : Ah ... se tu soubesses que quando passas ... Esta canção aqui.
- Para não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré) : Ainda me lembro do dia em que pela primeira vez ouvi esta canção. Foste tu que ma fizeste ouvir e foste tu que me explicaste toda a sua história. Esta canção aqui.
- Summertime (Ella Fitzgerald) : Esta canção aqui.
- Verdes Anos (Carlos Paredes) : Esta canção aqui.
- Primeiro Dia (Sérgio Godinho) : Esta também é uma daquelas canções que nos acompanhou ao longo de todos estes anos. O mais engraçado é que o nosso filho Miguel também já está "contagiado". Nesta e em outras canções desta lista ... Esta canção aqui.
- Ma Solitude (George Moustaki) : Esta canção aqui.
- Madame Butterfly (Maria Callas) : Esta canção aqui.
- Canção de Embalar (José Afonso) : "Ouvirás cantando nas alturas trovas e cantigas de embalar" ... Esta canção aqui.
- What a Wonderful World (Louis Amstrong) : Esta canção aqui.
- Caçador de Mim (Simone e Milton Nascimento) : Esta canção aqui.
- Se todos fossem iguais a você (Jobim "Sinfónico") : "A tua vida é uma linda canção de amor ... Se todos fossem iguais a você que maravilha seria viver ... " ... e é assim mesmo. Esta canção aqui.
Muitos parabéns Mafalda.
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