Nas minhas pesquisas pela net agora que estamos - lentamente eu sei - a falar de ópera romântica de vez em quando encontro blogs novos que me apetece de imediato partilhar convosco. Desta vez e justificando o post trata-se de um blog australiano que me apanhou logo desde as primeiras palavras.
Não resisto assim a partilhar convosco a minha descoberta do "Prima la Musica" (que como vêem ainda por cima tem um belíssimo nome). Podem começar pelo post que me levou lá ... um post sobre o aniversário de Cheryl Barker com uma interpretação de uma ária de Madama Butterfly "Un bel di, vedremo".
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Um dicionário de termos musicais em Português
Se leram este meu post sobre o dia mundial do livro poderão ter encontrado uma referência nele a um dicionário de termos musicais. Claro que o nosso atento leitor Pianoman não poderia ter deixado de nos dar uma sugestão ainda melhor, além do mais em Português.
Trata-se do dicionário de Ernesto Vieira de 1899 que poderão encontrar no registo de obras digitalizadas da Biblioteca Nacional aqui conforme as indicações fornecidas pelo Pianoman. Ernesto Vieira foi um notável instrumentista, pedagogo e musicólogo nascido em 1848 e falecido em 1915 também (sobretudo?) conhecido pelo seu Dicionário Biográfico de Músicos Portugueses de que Luis Henriques nos tinha falado aqui mas que infelizmente não está na biblioteca nacional mas podem-no encontrar aqui.
Do mesmo "autor" podemos encontrar registados muitos documentos interessantes. Muitos são exemplares de outros autores e que faziam parte do acervo do musicólogo entre os quais por exemplo umas partituras de uma sinfonia de Marcos Portugal ou ainda um Exame com perguntas e respostas ou a Nova Arte de Tocar Viola com Fundamento e sem Mestre de 1789 (Manuel da Paixão)
A titulo de exemplo fiquem com a magnifica definição de "a bocca chiusa" do referido dicionário:
Trata-se do dicionário de Ernesto Vieira de 1899 que poderão encontrar no registo de obras digitalizadas da Biblioteca Nacional aqui conforme as indicações fornecidas pelo Pianoman. Ernesto Vieira foi um notável instrumentista, pedagogo e musicólogo nascido em 1848 e falecido em 1915 também (sobretudo?) conhecido pelo seu Dicionário Biográfico de Músicos Portugueses de que Luis Henriques nos tinha falado aqui mas que infelizmente não está na biblioteca nacional mas podem-no encontrar aqui.
Do mesmo "autor" podemos encontrar registados muitos documentos interessantes. Muitos são exemplares de outros autores e que faziam parte do acervo do musicólogo entre os quais por exemplo umas partituras de uma sinfonia de Marcos Portugal ou ainda um Exame com perguntas e respostas ou a Nova Arte de Tocar Viola com Fundamento e sem Mestre de 1789 (Manuel da Paixão)
A titulo de exemplo fiquem com a magnifica definição de "a bocca chiusa" do referido dicionário:
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Dias da Música - "Relatório" do dia 25 de Abril
Pois no dia 25 ouvi 3 quartetos, o Leipzig, o Aviv e o Vianna da Mota que listo por ordem de preferência embora no programa do primeiro as duas ultimas obras tenham sido de um género pelo qual não tenho especial predilecção: Demasiado contemporâneo para meu gosto :-)
Depois disso ouvi o Requiem de Mozart e o concerto de Encerramento com a nona de Beethoven, nada melhor para acabar um dia dedicado à liberdade :-) .... Quase que merecia uma versão diferente como Bernstein fez no concerto que festejou a queda do muro de Berlim. Quase ... Bem estou hoje a fazer este pequeno post para memória futura. Prometo uma descrição mais detalhada para amanhã.
Para terminar por hoje só uma nota sobre o concerto de encerramento. Independentemente da qualidade artística do concerto - que existiu - foi para mim especialmente gratificante ouvir jovens estudantes e músicos profissionais fazerem música juntos. Sem compromissos na qualidade.
Depois disso ouvi o Requiem de Mozart e o concerto de Encerramento com a nona de Beethoven, nada melhor para acabar um dia dedicado à liberdade :-) .... Quase que merecia uma versão diferente como Bernstein fez no concerto que festejou a queda do muro de Berlim. Quase ... Bem estou hoje a fazer este pequeno post para memória futura. Prometo uma descrição mais detalhada para amanhã.
Para terminar por hoje só uma nota sobre o concerto de encerramento. Independentemente da qualidade artística do concerto - que existiu - foi para mim especialmente gratificante ouvir jovens estudantes e músicos profissionais fazerem música juntos. Sem compromissos na qualidade.
domingo, 25 de abril de 2010
Festejar o 25 de Abril
Hoje é 25 de Abril. Há 36 anos atrás havia uma revolução nas ruas. Ou melhor várias revoluções. É difícil para muitos dos que entretanto nasceram e tiveram apenas conhecimento indirecto do Portugal de então perceber mesmo todas as dimensões da mudança.
Não vou certamente conseguir explica-la aqui. Mas digo-vos que uma Festa da Música nesse Portugal bafiento e fechado utilizando uma campanha de publicidade em voga, até poderia ter existido mas não teria sido com toda a certeza a mesma coisa.
Teríamos talvez mais "vison" e menos ganga, mais pérolas e menos juventude, mais controlo e menos espontaneidade. Mas focar nessas diferenças seria uma concentração no não essencial. O essencial mesmo é a liberdade de escolha, a liberdade de expressão.
Ontem como vos disse fui à Festa da Música. Para além das escolas nos espaços livres tive oportunidade de ouvir três concertos. O Jorge Moyano com a Orquestra de Câmara Portuguesa no segundo concerto para piano e Orquestra de Chopin e sobretudo a Orquestra Metropolitana de Lisboa (penso que adicionada de alguns membros da Académica Metropolitana e alguns alunos da mesma escola) que interpretou a Sinfonia Fantástica de Berlioz. Posso dizer-vos que foi uma interpretação absolutamente arrebatadora. Fantástica como a sinfonia.
Hoje (aliás daqui a pouco) vou voltar para o CCB. Para quem esteja perto sugiro uma visita, não conheço melhor forma de festejar a liberdade.
25 de Abril Sempre.
Não vou certamente conseguir explica-la aqui. Mas digo-vos que uma Festa da Música nesse Portugal bafiento e fechado utilizando uma campanha de publicidade em voga, até poderia ter existido mas não teria sido com toda a certeza a mesma coisa.
Teríamos talvez mais "vison" e menos ganga, mais pérolas e menos juventude, mais controlo e menos espontaneidade. Mas focar nessas diferenças seria uma concentração no não essencial. O essencial mesmo é a liberdade de escolha, a liberdade de expressão.
Ontem como vos disse fui à Festa da Música. Para além das escolas nos espaços livres tive oportunidade de ouvir três concertos. O Jorge Moyano com a Orquestra de Câmara Portuguesa no segundo concerto para piano e Orquestra de Chopin e sobretudo a Orquestra Metropolitana de Lisboa (penso que adicionada de alguns membros da Académica Metropolitana e alguns alunos da mesma escola) que interpretou a Sinfonia Fantástica de Berlioz. Posso dizer-vos que foi uma interpretação absolutamente arrebatadora. Fantástica como a sinfonia.
Hoje (aliás daqui a pouco) vou voltar para o CCB. Para quem esteja perto sugiro uma visita, não conheço melhor forma de festejar a liberdade.
25 de Abril Sempre.
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