Através do nosso leitor Rafael Queres ficamos a saber que a Opera Nixon na China (1987) do compositor americano John Adams que conta a histórica visita de Nixon à China em 1972 será transmitida em directo de Nova Iorque (do Met) para os cinemas do Brasil às 16h. Para ver as salas em que a exibição ocorrerá podem consultar o site Mobz.
Assim pela segunda vez temos neste blog uma recomendação para o nosso país irmão e desta vez em várias cidades do Brasil dado que poderão ouvir esta composição nos cinemas do Rio de Janeiro, São José dos Campos, São Paulo, Porto Alegre, Campinas, Maringá, Brasília e Belo Horizonte. No mesmo site poderão saber como adquirir (e mesmo comprar) os bilhetes para assistirem à récita.
A única música que precisa de embalagem é a música de plástico.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A melhor pesquisa de ontem (#5) : "César Frank período romântico?"
Sim César Frank é um compositor do período romântico. Uma das suas obras a Sonata para violino e Piano está entre as minhas preferidas ... No post que referenciei tinha sugerido uma interpretação de Menuhin agora para variar proponho-vos Christian Ferras com Pierre Barbizet ao Piano. Podem ouvir a sonata completa e devem-no fazer porque realmente é uma interpretação soberba: Segunda Parte, Terceira Parte, Quarta Parte .
António Fragoso (1897 -1918)
António Fragoso morreu tão jovem que na verdade poderíamos dizer que apenas lhe advinharíamos o enorme talento. Seria no entanto injusto dizê-lo dado que embora a sua obra seja na verdade diminuta em quantidade não deixa margem para dúvida quanto ao génio imenso que revela.
Lembro-me que a primeira vez que ouvi falar deste compositor foi quando uma das suas obras fez parte do reportório de um concurso de Violino a que assisti no Fundão, ainda vou tentar colocar aqui a peça em questão.
António Fragoso nasceu em Pocariça (Cantanhede) a 17 de Junho de 1897 . Muito cedo o seu gosto pela música se revelou tendo começado com lições de piano aos 8 anos. Aos 16 deu a sua primeira audiência de peças por si compostas e um ano mais tarde com 17 anos ruma a Lisboa onde se inscreve no Conservatório Nacional tendo então aulas entre outros com Luís de Freitas Branco e Tomás Borba (este grande pedagogo será o próximo compositor a ser abordado nesta nossa viagem pelos compositores portugueses do século XX).
Termina o curso do Conservatório um ano mais tarde em 1918 então com 21 anos com a classificação máxima. Infelizmente nesse mesmo ano a gripe pneumónica ceifa-lhe a vida a 3 de Julho de 1918.
Da obra deste compositor o que vos posso dizer? Bem em primeiro lugar que há uma das suas obras que está na minha lista de obras preferidas: O Nocturno para Orquestra é simplesmente fantástico e chegaria possivelmente para definir a sua genialidade.
Há no entanto outras obras que vos recomendo que oiçam com atenção. Em particular não deixem de ouvir este belíssimo Nocturno em Ré Bemol Maior que nada fica a dever a Chopin ou a Franck ou Debussy se quisermos uma comparação mais da sua época.
Claro que não poderia deixar de vos falar da Petite Suite que podem ouvir numa soberba interpretação do Miguel Henriques: Petite Suite (Parte 1), Petite Suite (Parte 2), Petite Suite (Parte 3).
Pessoalmente a minha costela francesa leva-me a ter uma grande curiosidade pelos Poemas Saturnianos de que infelizmente não consigo encontrar reproduções na Internet, talvez tenham mais sorte e me possam recomendar uma interpretação?
Para mais informações não deixem de visitar a página da Associação António Fragoso no Facebook e também o seu podcast . A propósito amanhã 8 de Fevereiro de 2011 no São Luís poderão ouvir um pouco de António Fragoso ao vivo (18:45).
Lembro-me que a primeira vez que ouvi falar deste compositor foi quando uma das suas obras fez parte do reportório de um concurso de Violino a que assisti no Fundão, ainda vou tentar colocar aqui a peça em questão.
António Fragoso nasceu em Pocariça (Cantanhede) a 17 de Junho de 1897 . Muito cedo o seu gosto pela música se revelou tendo começado com lições de piano aos 8 anos. Aos 16 deu a sua primeira audiência de peças por si compostas e um ano mais tarde com 17 anos ruma a Lisboa onde se inscreve no Conservatório Nacional tendo então aulas entre outros com Luís de Freitas Branco e Tomás Borba (este grande pedagogo será o próximo compositor a ser abordado nesta nossa viagem pelos compositores portugueses do século XX).
Termina o curso do Conservatório um ano mais tarde em 1918 então com 21 anos com a classificação máxima. Infelizmente nesse mesmo ano a gripe pneumónica ceifa-lhe a vida a 3 de Julho de 1918.
Da obra deste compositor o que vos posso dizer? Bem em primeiro lugar que há uma das suas obras que está na minha lista de obras preferidas: O Nocturno para Orquestra é simplesmente fantástico e chegaria possivelmente para definir a sua genialidade.
Há no entanto outras obras que vos recomendo que oiçam com atenção. Em particular não deixem de ouvir este belíssimo Nocturno em Ré Bemol Maior que nada fica a dever a Chopin ou a Franck ou Debussy se quisermos uma comparação mais da sua época.
Claro que não poderia deixar de vos falar da Petite Suite que podem ouvir numa soberba interpretação do Miguel Henriques: Petite Suite (Parte 1), Petite Suite (Parte 2), Petite Suite (Parte 3).
Pessoalmente a minha costela francesa leva-me a ter uma grande curiosidade pelos Poemas Saturnianos de que infelizmente não consigo encontrar reproduções na Internet, talvez tenham mais sorte e me possam recomendar uma interpretação?
Para mais informações não deixem de visitar a página da Associação António Fragoso no Facebook e também o seu podcast . A propósito amanhã 8 de Fevereiro de 2011 no São Luís poderão ouvir um pouco de António Fragoso ao vivo (18:45).
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Para os amantes de registos históricos
Conforme provavelmente já sabem o blog "The Rest is Noise" do Alex Ross é uma fantástica fonte de ideias e também de informação. Desta vez a propósito do anuncio do programa da próxima época da Filarmónica de Nova Iorque Alex Ross descreve-nos algumas das coisas que descobriu no Arquivo Digital da respectiva Filarmónica que foi recentemente aberto ao público.
Entre as várias sugestões que Alex Ross nos faz podemos realçar a troca de correspondência com Schostakovich para o convidarem a dirigir a Filarmónica de Nova Iorque num ciclo dedicado a compositores Russos contemporâneos que o compositor declina graciosamente por várias vezes (existe inclusivamente uma nota sobre a intervenção negativa de Stalin no assunto - não são só as Wikileaks que nos revelam dados chocantes) ou ainda agora no campo musical e para os especialistas as partituras completas da Nona de Mahler apontada por Leonard Bernstein ou ainda a Primeira de Mahler desta vez numa partitura utilizada pelo próprio compositor e que Alex Ross crê mesmo ter sido apontada por ele (Mahler). Na partitura de Bernstein encontramos uma nota engraçada na ultima página escrita em Viena em 1985 em que Bernstein nos conta ter tido poucas queixas a fazer na vida sendo que uma delas (a primeira) são lenços mal dobrados acrescentando que essa queixa muito possivelmente também estaria na lista da sua mulher (much missed wife nas palavras de Bernstein).
Não deixem de visitar os arquivos e deliciem-se com os tesouros que por lá encontrarem e se quiserem contem-nos !
Entre as várias sugestões que Alex Ross nos faz podemos realçar a troca de correspondência com Schostakovich para o convidarem a dirigir a Filarmónica de Nova Iorque num ciclo dedicado a compositores Russos contemporâneos que o compositor declina graciosamente por várias vezes (existe inclusivamente uma nota sobre a intervenção negativa de Stalin no assunto - não são só as Wikileaks que nos revelam dados chocantes) ou ainda agora no campo musical e para os especialistas as partituras completas da Nona de Mahler apontada por Leonard Bernstein ou ainda a Primeira de Mahler desta vez numa partitura utilizada pelo próprio compositor e que Alex Ross crê mesmo ter sido apontada por ele (Mahler). Na partitura de Bernstein encontramos uma nota engraçada na ultima página escrita em Viena em 1985 em que Bernstein nos conta ter tido poucas queixas a fazer na vida sendo que uma delas (a primeira) são lenços mal dobrados acrescentando que essa queixa muito possivelmente também estaria na lista da sua mulher (much missed wife nas palavras de Bernstein).
Não deixem de visitar os arquivos e deliciem-se com os tesouros que por lá encontrarem e se quiserem contem-nos !
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