terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Oscar e a Sra. Côr de Rosa

Lamento mas hoje não consigo escrever sobre música. Acabei de vir do teatro D. Maria II onde assisti à peça Oscar e a Sra. Côr de Rosa. É uma peça demasiado intensa para conseguir agora falar-vos de outras emoções que não sejam as que acabei de sentir.

Não vos vou contar a história. Aliás a bem dizer a história é simples. Trata-se da história de um menino de 10 anos que vai morrer com cancro e que encontra numa voluntária a sua amiga e confidente. Uma extraordinária (absolutamente inspiradora) lição de vida e de certa forma de fé. Digo de certa forma porque a peça está escrita de modo a não impor nenhum dogma. Tudo o que se passa é susceptível de uma interpretação simplesmente espiritual, não forçosamente religiosa.

No que diz respeito à interpretação da actriz Lídia Franco (a peça é um longo monólogo em que finge ser Oscar e imita as várias personagens que com ele interagem) não há palavras. Não há mesmo ...

Poucas vezes farei uma recomendação tão enfática como esta: Não percam. Absolutamente não percam! Como em alguns produtos coloco o seguinte aviso: Atenção! Esta peça pode mudar a sua vida.

Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa
Sala Estúdio
17 de Jan a 30 de Mar 2008
3ª a SÁB. 21H45 DOM. 16H15

Segundo a actriz numa entrevista que consta do dossier de apoio que podem também encontrar no site do D. Maria II esta peça fará uma tournée pelo país pelo que os que nos lêem fora de Lisboa não desesperem. Esta peça também já conheceu edições no Brasil pelo que os nossos leitores brasileiros também encontrarão concerteza o livro editado (confesso que não sei qual a editora no país irmão, se alguém souber que diga para colocar aqui essa informação adicional, assim como representações da peça no Brasil).

Depois da carreira no Teatro Nacional, o espectáculo fará digressão pelo país.
Foi, desde início, uma preocupação minha. Precisava de um texto que não oferecesse
grandes dificuldades de montagem, que pudesse ser feito em qualquer lado. Este monólogo,
que tem uma cenografia muito simples, vai-me permitir fazer "tournée" - que era
reclamação que eu ouvia há muito tempo. As pessoas queixavam-se de não me poderem
vir ver a Lisboa, por razões várias. Vamos levar o teatro de encontro ao público.
(Lídia Franco)

Quem preferir pode adquirir o livro ...

Oscar e a Sra. Cor de Rosa
ERIC-EMMANUEL SCHMITT
Editor: AMBAR
ISBN: 9789724308166
Ano de Edição/ Reimpressão: 2007
(dados retirados do site Weboom)


Do site do Teatro D. Maria II retirei ainda estas informações complementares:

"Óscar e a Sra Cor-de-Rosa" é um hino à vida e ao ser humano. Mostra-nos a amizade total entre uma criança com leucemia e a Senhora cor-de-rosa (voluntária na área da pediatria do Hospital), que todos os dias o visita. Entre os dois estabelece-se um jogo: "Cada dia equivale a dez anos". Deste modo o menino passa a ter a sensação de que avança no tempo e de que aproveita a vida nas suas diferentes idades. Ele morre com mais de cem anos, ou seja, daí a alguns dias, com uma vida plena de emoções e alegrias. Nessa "longa" vida que o menino passa a ter, ele reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia, desafiando a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital. Desta vida maravilhosa ficou o testemunho através de cartas que o menino escrevia todos os dias a Deus.

encenação MARCIA HAUFRECHT
assistência de encenação SÓNIA NEVES
cenário | figurinos ANA VAZ
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
voz | elocução MARIA JOÃO SERRÃO
COM
LÍDIA FRANCO

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mozart - Concerto para Clarinete K. 622

Esta composição é considerada uma das obras primas de Mozart. Escrita em 1791 para o Clarinetista Anton Stadler foi a ultima obra orquestral composta por Mozart (cerca de 6 meses antes da sua morte). O concerto segue a forma tradicional (andamento rápido - andamento lento - andamento rápido): Allegro, Adagio, Rondo: Allegro.

De notar que este concerto foi originalmente escrito para um Clarinete especial que o próprio Stadler teria inventado e que permitia tocar notas mais graves do que um clarinete normal (segundo a enciclopédia Grove Music). Durante muito tempo este facto não era conhecido dado que na altura o editor resolveu publicar uma versão com essas notas transpostas para a gama dos Clarinetes normais.

Recentemente vários estudiosos recuperaram a versão original construindo instrumentos especificos para a execução desta peça incluindo David Shifrin e a Mostly Mozart Orchestra de que vos propomos o segundo andamento que é de uma beleza insuperável. Aliás diga-se que esta composição, no que diz respeito a instrumentos de sopro, é das minhas preferidas e segundo várias sondagens uma das peças mais apreciadas não só de Mozart mas de todos os compositores clássicos.

Transmite uma paz absoluta ... Fiquem bem com Mozart.

Segundo Andamento - Adagio (David Shifrin e a Mostly Mozart Orchestra)

Aniversário de Mozart foi ontem.

Já foi ontem mas sinceramente não tive tempo de escrever nada que me agradasse. Ficou assim para hoje o post de celebração. Mozart faria hoje 252 anos mas a sua música continua actual como sempre. Nas palavras do blog nosso amigo Eine kleine Nachtmusik

Fuiste mortal como el que más, pero en tu sangre había algo de Icor, o es decir, música. Por ello sigues entre nosotros y te seguimos festejando!

Zum Geburtstag viel Glück,
liebe Mozart!

Audição dos Violinhos em Queluz - 27.01.2007

Para quem não pode ir ver e a título de convite para uma futura ocasião aqui fica um vídeo de um dos artistas que durante cerca de uma hora nos entreteram com a sua música. Selecção concretizada a partir de um critério puramente "parental" como foi explicado em anterior post.
A peça tocada é o terceiro andamento do 23º concerto para violino e orquestra de Viotti, compositor e violinista Italiano do período clássico que terá influênciado Beethoven (neste caso ouvirão uma adaptação para Violino e Piano).

Viotti escreveu 29 concertos para violino que dizem as más linguas - todos muito semelhantes. Viotti era no entanto um instrumentista notável e as suas peças contêm secções tecnicamente bastante dificeis. Neste caso poderão certamente ouvir alguns desacertos, próprios de uma audição de uma escola e alguns sons exteriores ao concerto assim como algumas passagens em frente da "camara" do realizador pelas quais peço desde já desculpa.

Aliás o pior mesmo do filme é a qualidade do mesmo tanto em imagem como em som. Tenho mesmo de comprar camera de video (bom isto agora está mesmo parecido com um "verdadeiro" blog, descansem que as notas pessoais ficarão por aqui).


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