terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mozart - Obras para piano solo - K.310

Hoje apeteceu-me, talvez devido ao adiantado da hora mudar um pouco de registo. Por outro lado já não ouvimos piano solo há muito tempo. Assim e porque também ainda não tinha coberto esta parte das obras de Mozart vamos hoje ouvir uma das suas peças para piano.

Trata-se da K.310 em Lá menor composta em Paris no verão de 1778. É uma peça em três andamentos:


  1. Allegro maestoso
  2. Andante cantabile con espressione
  3. Presto

Os extractos que vos vou mostrar introduzem-nos também dois pianistas de eleição. O primeiro andamento é tocado por Walter Klien (1928-1991), pianista austriaco, um dos grandes especialistas de Mozart nomeadamente em parceria com o violinista Grumiaux (de quem já falamos aqui), especialmente admirado pela clareza e articulação das suas interpretações.

Fazemos depois um salto para o Presto (terceiro andamento) para vos mostrar a interpretação de Claudio Arrau (1903-1991), pianista chileno curiosamente falecido no mesmo ano que Klien. Neste caso não podemos embeber o video como costumamos fazer mas podem ver este magnifico pianista aqui.

PS: A propósito do título deste post: Para amanhã fica prometida uma explicação sobre o significado dos misteriosos números (K. ou BWV quando estamos a falar de Bach ... acho que nunca vos falei disso e está na hora ... ).

PS2: Obviamente num formato digital pode parecer esquisito fazerem-se PS´s ... (bem se o Sócrates andar por aí ainda me fecha o Blog por pensar que isto é algum tipo de crítica :-)), mas dizia pode parecer esquisito, afinal bastaria escrever no local pretendido e já está. Porém neste caso estes são mesmo "Post Scriptums" passe a liberdade poética do plural no Latim que não sei se é formado desta forma ... são mesmo comentários de que me lembrei depois e que penso ficam bem melhor assim. Na verdade também me permitem fazer a piada anterior o que é sempre um valor acrescentado! (ou talvez não :-))

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mozart - Música de Câmara - K.304

Retomando o percurso nas obras de Mozart hoje vamos falar de uma das sonatas para Violino e Piano. Escolhemos a K.304 na interpretação de uma das jovens violinistas da nova geração (temos de ter cuidado com estas expressões porque se desactualizam depressa :-)) Hilary Han e da também jovem pianista Natalie Zhu.

Trata-se de uma obra na forma de Sonata em dois andamentos de um tom globalmente triste e reservado (foi uma obra composta em Paris logo a seguir à morte da sua mãe).

domingo, 6 de janeiro de 2008

Perigo! Deutsche Grammophon com loja Online

Perigo? Claro que sim, para as nossas carteiras :-) ... Acabei de descobrir o site desta editora ... Bem o que vos posso dizer? Eu sei que alguns de vós não gostam de música em formato electrónico, mas não deixem de dar uma vista de olhos na lista de cerca de 600 álbuns "out of print" que agora estão disponíveis para Download (e note-se a 320 Kbps).

Eu por mim acabei de descobrir mais um local da net que tenho de evitar para bem da minha carteira ... Para que a obra do diabo fique completa, aqui fica o link para a tentação ...

Visitem o site da Deutsche aqui !

PS: Por exemplo acabei de descobrir a integral das sinfonias de Beethoven com Bernstein e a Filarmónica de Viena ... como é que vou resistir eu que não as tenho todas com o meu maestro preferido ? ... Para o nosso aniversariante de ontem este também é um local perigoso ... quem sabe se não vai aqui encontrar a trigésima oitava versão do D. Giovanni ???

Mozart K522 - Uma bincadeira músical

Em 14 de Junho de 1787 Mozart deu entrada no seu catálogo de trabalhos uma obra que intitulou Eine musikalischer Spaß (uma piada ou brincadeira musical). Desconhece-se a razão exacta pela qual Mozart publicou esta obra. Poderá ter sido como critica aos maus compositores, como critica aos maus interpretes ou simplesmente como uma brincadeira, uma anedota que serviria para os músicos se rirem a bom rir, entre eles, porque só eles e apenas eles entenderiam a mesma. Uma espécie de anedota codificada na linguagem musical.

Confesso que infelizmente não sei o suficiente de música para perceber realmente a brincadeira. Isto é, eu entendo que Mozart fez uma obra em que utilizou uma espécie de estética inversa utilizando todos as más "técnicas" de composição de que se lembrou mas fico-me por aqui na compreensão. 1 valor numa escala de um a vinte :-) ...

Desta forma este texto de hoje é para os nossos amigos leitores que saibam mais de música do que nós. Fica o pedido e o desafio para nos explicarem (se quiserem e conseguirem) esta anedota ... please, please, please :-) :-).

Podem encontrar algumas pistas na Wikipedia no artigo relativo a esta composição sendo que nesse mesmo artigo encontram também o link para as partituras que estão aqui .

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